- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - PLATAFORMA SOJA - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Claes - Cebrac No 4, Agosto de 2005. > RESISTENCIA A LA SOJA TRANSGENICA EN PARANÁ (BRASIL) > PRODUCTORES ARGENTINOS SE DISTANCIAN DE MONSANTO > TIPO DE CAMBIO AFECTA SECTOR SOJERO EN BRASIL > UNIVERSIDAD PARANAENSE ESTUDIA IMPLICANCIAS DE AGROTOXICOS > EN BRASIL DEFIENDEN COBRO DE ROYALTIES > BOLIVIA: IDENTIFICACION DE OGM > APOSTA NA SOJA CONVENCIONAL > LEY DE BIOSEGURIDAD EN BRASIL > RIO GRANDE DO SUL: RECHAZAN REGALIAS DE SOJA > SYNAGENTA AUMENTA FACTURACION > NUEVAS VARIEDADES DE SEMILLAS TRANSGÉNICAS > DETECTAN ROYA DE SOJA EN SALTA (ARGENTINA) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . SOJA TRANSGÉNICA LLEGA A PARANÁ BRASIL Y GENERA RESISTENCIA Semente de soja transgênica chega ao mercado do Paraná. As cerealistas e as cooperativas paranaenses começaram a receber as primeiras remessas de sementes de soja transgênica certificadas para a safra agrícola de 2005/2006. O setor estima que mais de 30% das lavouras paranaenses utilizarão os grãos geneticamente modificados na próxima safra, o que significa mais de 1,2 milhão de hectares. As sementes de soja modificadas, em sua maioria, têm a marca da Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coodetec), com sede em Cascavel, da qual fazem parte 40 cooperativas de produção agrícola de todo Brazil. A Coodetec está lançando no mercado cerca de 3 milhões de sacas de sementes de soja transgênica. Isso equivale praticamente à metade da oferta de semente legal projetada para ser comercializada na próxima safra. Ao todo são quatro variedades de soja modificadas que vão estar disponíveis no mercado e que levam a marca CD, da Coodetec. Elas foram desenvolvidas em seus laboratórios e incorporam a tecnologia Roundup Ready (RR), da Monsanto, com quem a cooperativa mantém parceria. Pelo acordo, a multinacional cede o gene RR em troca do monitoramento para recebimento de royalties. O valor da taxa tecnológica a ser aplicada sobre as vendas legais é uma das questões em discussão entre as cooperativas, cerealistas e a multinacional. A indústria exige uma taxa de R$ 0,88 por quilo da saca de 40 quilos, mas o valor é considerado muito alto pelos revendedores de sementes. Nem 10% dos 116 mil produtores paranaenses deverão plantar soja com sementes transgênicas na safra 2005/06. A projeção da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Paraná (Emater-PR), com base em levantamento feito no campo revela que os produtores estão apreensivos com os custos da semente. (Fuentes: Gazeta do Povo, 7 de julio, Folha de Londrina, 19 de julio, Brasil). REGALIAS: PRODUCTORES ARGENTINOS SE DISTANCIAN DE MONSANTO Los productores argentinos de semillas han expresado su decisión de seguir negociando con el gobierno nacional para definir un nuevo marco regulatorio en la compraventa de granos, tomando distancia de las acciones judiciales lanzadas en Europa por la multinacional Monsanto por el conflicto de la soja transgénica. Esta posición fue refrendada por la Asociación Semilleros Argentinos (ASA), y Julio Ferrarotti, de la Asociación Argentina de Protección de la Obtención Vegetal (Arpov). El titular de ASA explicó que "no está cerrado el diálogo" con la Secretaría de Agricultura, a cargo de Miguel Campos, y que los semilleros sostienen una propuesta para disponer "la integración del directorio del Instituto Nacional de Semillas, consolidar un adecuado control del comercio a través de resoluciones vigentes y la sanción de resoluciones administrativas basadas en Upov 78 (acuerdo para la protección de obtentores vegetales)". ASA y Arpov también proponen "contemplar el uso gratuito" de semillas para los pequeños agricultores. La excepción correría para aquellos productores que cuentan con una facturación que no supere los 144 mil pesos anuales y la siembra de 50 hectáreas de soja. La petición formulada por los semilleros tiene lugar en el medio del recrudecimiento del conflicto entre el gobierno y la empresa Monsanto por la patente de la soja RR, luego que la empresa multinacional inició acciones contra importadores de soja argentina y el secretario de Agricultura, Miguel Campos, respondió con la amenaza de no aprobar más eventos transgénicos de la empresa en Argentina. (Fuente: La Capital,Rosario, Argentina, 7 de julio). TIPO DE CAMBIO AFECTA SECTOR SOJERO EN BRASIL Blairo Maggi, el mayor productor de soja del mundo, dijo que la siembra del poroto podría bajar un 20 % en la próxima campaña en Brasil, producto de la apreciación del real, la moneda nacional brasileña. Y, como consecuencia de ello, sostuvo que la compra de fertilizantes y de otros agroquímicos podría descender un 50 %. La moneda brasileña, que se recuperó un 32 % en el último año frente al dólar, tendría que devaluarse alrededor de un 20 %, hasta cotizar a 2,80 por dólar (desde los 2,32 que se paga hoy), para que los agricultores tengan suficiente rentabilidad como para mantener el nivel de producción, dijo Maggi. Maggi es el principal productor de soja del mundo, con más de 100.000 hectáreas sembradas en la última campaña. Además, es gobernador del Estado de Matto Grosso, en Brasil, donde más ha crecido la producción sojera en ese país, el segundo a nivel mundial para el cultivo, luego de Estados Unidos. "El precio mundial de la soja no es malo en dólares, pero el monto en moneda local que sacamos cayó a niveles imposibles", dijo Maggi, en un encuentro con periodistas en Cuiabá, la capital de su Estado, donde posee una de las empresas acopiadoras más importantes, que compite de igual a igual con las más grandes a nivel internacional, también asentadas allí. "Estamos en crisis y a diferencia del gobierno de Estados Unidos, Brasil no interviene pagando subsidios para que la agricultura sea rentable", puntualizó el gobernador. En el 2004, la soja y los productos derivados de ella representaron más del 10 por ciento de las exportaciones de Brasil, un país que es el mayor productor mundial de café, azúcar y jugo de naranja y el segundo exportador de soja después de Estados Unidos y antes de Argentina. (Fuente: Agencia Bloomberg, 10 de agosto) UNIVERSIDAD ESTUDIA RIESGO DE AGROTOXICOS EN SOJA GM Agora um novo perigo ameaça o consumidor humano e animal da soja transgênica. É a excessiva contaminação por agrotóxicos. O alerta é feito pelas análises laboratoriais da Universidade Federal do Paraná, revelando que a soja geneticamente modificada tem mais possibilidade de estar contaminada por resíduos agrotóxicos do que a convencional. Das 23 amostras enviadas para análise, pela Secretaria da Agricultura, 17 apresentaram resíduo de glifosato e de seu ácido amino- medilfosfônico. Esse agrotóxico não era aplicado na soja pós- emergente (a planta desenvolvida), porque proibido em face da alta toxidade mas tornado legal pela aprovação da Lei da Biossegurança. Uma das amostras apresentou resíduo de veneno acima do permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e o temor de pesquisadores é que a contaminação seja ainda maior do que se imagina. O departamento de fiscalização do receituário agronômico da Secretaria adverte o consumidor brasileiro que a contaminação pode estar no leite de soja e também nos seus derivados. Ocorre que antes da lei liberadora - apressadamente aprovada pelo Congresso Nacional - o glifosato só era permitido na fase pré-emergente, ou seja, antes de a planta se desenvolver. Com a modificação genética, o veneno só passou a atingir as ervas daninhas e não prejudicou a soja. O alerta da Universidade é insuspeito, por partir de renomada instituição, e tem a ver diretamente com a saúde das pessoas e dos animais e também com os interesses da venda externa, porque importantes compradores poderão bloquear a soja brasileira transgênica ou suspeita - e atente-se que o Paraná é grande produtor. O problema maior, porém, é mesmo a segurança alimentar, não apenas dos brasileiros mas de toda a comunidade mundial que vier a consumir esse alimento contaminado. (Fuente: A Tribuna do Povo, Brasil, 19 de julio) ESPECIALISTA DEFIENDE ROYALTIES A LA SOJA O avanço do cultivo de organismos geneticamente modificados (OGMs) em diversos países nos últimos anos abriu mercados para as multinacionais detentoras da tecnologia que leva à produção dessas sementes transgênicas, mas criou um impasse em relação à cobrança dos royalties por seu uso, particularmente no caso da soja. "Nos Estados Unidos (berço dos OGMs), a cobrança de royalties é feita durante a compra das sementes para o plantio. Mas há países em que a cobrança desses royalties é um problema", diz o economista Greg Traxler, professor do Departamento de Economia Agrícola da Universidade de Auburn, do Alabama. Os custos com royalties em lavouras americanas de soja giram em torno de US$ 80 por hectare, estima Traxler, que participó do Congresso da Sociedade Brasileira de Economia Rural (Sober), em Ribeirão Preto (SP). Traxler mostró seus estudos sobre rentabilidade, propriedade intelectual e transferência de tecnologia para países em desenvolvimento. Nos países nos quais o modelo convencional é um problema, o economista defende a cobrança dos royalties sobre a produção colhida de soja, não sobre as sementes vendidas diretamente ao produtor. Ele lembra que a americana Monsanto enfrenta dificuldades em fazer a cobrança de royalties na Argentina e no Brasil. No caso argentino, diz, os produtores multiplicam as sementes com tecnologia da Monsanto e têm o apoio do governo contra a investida da companhia de recolher os royalties. Eles podem ser questionados juridicamente pelas detentoras da tecnologia e em países que respeitam as patentes, como os europeus. Nos EUA, mais de 50% das pesquisas em biotecnologia são encabeçadas pelo setor privado. No Brasil, este percentual está em menos de 10%, acredita Traxler. Traxler cita um exemplo bem-sucedido há duas safras na Austrália e há uma safra no Paraguai. "A cobrança dos royalties nestes países é feita após a colheita, sobre a produção dos grãos". Os estudos de Traxler, com base na situação nos EUA, México e Argentina, mostram que a utilização das sementes transgênicas em relação às convencionais trouxe benefícios para a cadeia produtiva e até para os consumidores. "Se os produtores querem ser competitivos, têm de investir em tecnologia". Após meses de discussão no Brasil, a Monsanto fechou acordo para a cobrança de royalties no valor de R$ 0,88 por quilo de semente comprada para a safra 2005/06. A empresa também receberá uma indenização de 1% sobre sementes "velhas" multiplicadas com a sua tecnologia na safra 2004/05 e de 2% de 2005/06. BOLIVIA: IDENTIFICACION DE OGM PROBIOMA de Santa Cruz ha dado un importante paso para superar la incertidunbre sobre el tipo y origen de las semillas que se están usando para el cultivo de soya y otros cultivos, así como del origen de los alimentos. En este marco y con el objetivo de socializar el conocimiento acerca de la estructura y la codificación genética, PROBIOMA , en coordinación con AMAZONIA NETWORK, entre el 1º y 5 de Agosto pasado, llevó a cabo el curso para la "Identificación de Organismos Genéticamente Modificados en Semillas, Plantas y Alimentos". En este curso de entrenamiento, participaron profesionales especialistas y representantes de las siguientes instituciones académicas, organizaciones y empresas a nivel nacional: Asociación Nacional de Productores de Oleaginosas y Trigo -ANAPO, AGRUCO-UMSS, CENDA, Sociedad Agroindustrial de Villamontes - ITIKA SRL; Empresa de Semillas-SEMEXA, Fundación AGRECOL- RAALT y el equipo técnico de PROBIOMA. Este grupo de representantes, han sido los primeros en Bolivia, en llevar a cabo la identificación de un Organismo Genéticamente Modificado en el laboratorio de PROBIOMA y se ha dado un paso muy importante en la investigación científica nacional, aportando de esta manera a las políticas sobre seguridad y soberanía alimentaria, así como en la protección de nuestros recursos genéticos. La metodología está al alcance de la sociedad civil para el monitoreo y fiscalización de los organismos genéticamente modificados presentes o nó en semillas , plantas y alimentos. Esta biotecnología y el conocimiento de ella, a partir de la fecha ya no es un atributo inherente solo a las empresas promotoras de los OGMs, sino que el aporte va hacia la socialización del conocimiento para que de esta manera las organizaciones, empresas y el sector académico nacional puedan hacer un uso para el beneficio colectivo. APOSTA NA SOJA CONVENCIONAL Uma placa colocada na entrada da sede da Imcopa, em Araucária (Parana), traz uma das poucas informações que a indústria paranaense de derivados de soja faz questão de divulgar: "Esta fábrica recebe somente grãos de soja não-transgênica", informa, em português e em inglês. Mas o aviso não é capaz de traduzir as mudanças vividas pela empresa desde 1998, quando optou por trabalhar apenas com o grão convencional. De lá para cá - e na esteira da disparada da produção brasileira decorrente da desvalorização do real, em 1999, que favoreceu as exportações -, a Imcopa multiplicou por oito o volume de esmagamento, conquistou novos clientes no exterior e prepara- se para alcançar, em 2006, faturamento de US$ 1 bilhão. O nicho de mercado foi escolhido em uma época em que as chances de entrar transgênico em suas unidades era remota, porque a lei brasileira proibia o plantio. Mesmo assim, a Imcopa passou a fazer teste nas cargas e a segregar seus produtos, que desde então recebem certificado de que estão livres de transgenia. Atualmente chegam até a unidade de Araucária cerca de 120 caminhões por dia e todos são inspecionados por um funcionário do lado de fora do portão. A empresa admite destinar 2,5% do faturamento previsto para 2005, de US$ 850 milhões, ao pagamento de prêmios a agricultores e cooperativas. "Para empresas de commodities, uma margem de lucro de 2% é considerada muito boa. Para pagar esses prêmios e justificar a permanência no negócio, teremos de lutar por ganhos de 4%", disse Traver, para quem os ágios que foram sugeridos por cooperativas do Paraná, de 20%, são impraticáveis. "Não vamos chegar a isso nem hoje nem nunca. Antes disso o mercado de grão convencional acaba". Fundada em 1964, a Imcopa tem cinco fábricas no Paraná e 600 empregados. No início, a Imcopa processava 600 toneladas de grãos por ano. Em 1998, quando optou pelo produto convencional, o volume estava em 250 mil toneladas. Para 2005 estão previstos 2 milhões de toneladas de soja - 20% de toda a produção paranaense -, que virarão lecitina, óleo e farelo, e 98% desses produtos serão exportados. Nos dois últimos anos gastou US$ 40 milhões em suas unidades, sendo US$ 20 milhões em uma fábrica de farelo concentrado para ser usado na alimentação de peixes. O farelo costuma ter 44% de proteína, mas a Imcopa passou a produzir em 2005 um tipo com 70% de proteína. Das 1,5 milhão de toneladas de farelo que fará no ano, 100 mil serão do concentrado, e metade disso irá para um criador de salmão na Suécia. "O grão convencional abriu a porta de mercados nobres", afirmou Traver. Ele citou o Japão, que consome 4 milhões de toneladas de farelo por ano e, do total de 1 milhão de toneladas que importa, comprava 50 mil toneladas no Brasil. Em 2005, a Imcopa vendeu para o país 200 mil. Fez um embarque em junho, outro esta semana e dois estão programados para os próximos meses. Com isso, só o Japão representará uma receita adicional de US$ 60 milhões por ano. Há seis anos, a Imcopa tinha três produtos e três clientes. Agora, são 12 produtos, todos obtidos a partir da soja, e cerca de 500 clientes. Entre eles estão indústrias de alimentos como Nestlé, Kraft Foods e Unilever. Ela já vendia para fornecedores de carne das redes varejistas Tesco e Asda, do Reino Unido, e em março fechou contrato para fornecer farelo para fornecedores do Carrefour na França. (Artículo de Marli Lima De Araucária, Valor Economico) PROMETEN RAPIDA IMPLEMENTACION DE LEY DE BIOSEGURIDAD EN BRASIL O ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Sergio Rezende, prometeu, após encontro com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, agilidade na regulamentação da Lei de Biossegurança. O texto, sancionado em março pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, determina critérios para plantio comercial e pesquisas com organismos geneticamente modificados, além de tratar de experimentos com células- tronco. "Rodrigues disse que esse é um assunto sobre o qual precisamos conversar com a maior rapidez possível porque isso tem que ser definido antes do plantio da nova safra", afirmou Rezende. Para o ministro, até setembro, quando começa a ser plantada a safra, a Lei de Biossegurança pode estar regulamentada. "Estou convencido que sim, que poderá haver a regulamentação, mas como o assunto está na Casa Civil e como a CTNBio é vinculada à Ciência e Tecnologia eu vou conversar com a ministra Dilma (Rousseff) e fazer as articulações para agilizar o processo", disse o ministro. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNbio) é responsável, de acordo com a nova lei, pela autorização para pesquisa ou plantio comercial de variedades transgênicas. Rezende classificou o assunto como "muito complexo" e lembrou que o secretário que cuida das questões de biotecnologia e biodiversidade no MCT está deixando o cargo por motivos pessoais. Gonçalves ocupa a Secretaria de Política de Programas de Pesquisa e Desenvolvimento. "A saída do secretário não vai dificultar a regulamentação", garantiu o ministro. (Fuente: Agência Estado, Brasil, 26 de julio) PRODUCTORES DE RIO GRANDE DO SUL RECHAZAN REGALIAS DE SOJA Os filiados à Associação dos Produtores de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul (Apassul) rejeitaram, em decisão unânime durante assembléia, a cobrança de royalties na venda de sementes transgênicas certificadas de soja na safra 2005/06. "Os produtores de sementes, por unanimidade, entendem que não teremos mercado, porque a semente se torna mais cara que aquela que foi salva ou a bolsa branca (insumo sem marca)", disse o presidente da Apassul, Narciso Barison Neto. Monsanto divulgou um acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Mudas e Sementes (Abrasem) que prevê a cobrança de royalty de R$ 0,88 por quilo de semente transgênica certificada, que será comercializada pela primeira vez de forma legal na safra 2005/06. O acordo definiu que as sementeiras irão recolher o royalty e o repassarão à Monsanto. Por este trabalho, o acordo prevê que elas serão ressarcidas em 15% do valor arrecadado, além de receber outros 10% para cobrir despesas de venda e impostos incluídos na operação. Como seria usada a mesma estrutura já existente de comercialização, o presidente da Abrasem, Iwao Miyamoto, previu que o custo efetivo do royalty a ser repassado ao preço final da semente seria de R$ 0,74 por quilo. O acordo entre a Abrasem e a Monsanto não satisfez as sementeiras gaúchas. As empresas alegam que o royalty é um custo adicional que o agricultor não teria condições de pagar. Além disso, o setor afirma que royalty cobrado na semente representa uma antecipação do pagamento para outubro deste ano. Isso porque o agricultor que utilizar grãos próprios para cultivar a safra só precisará pagar a propriedade intelectual à Monsanto na venda da produção. Por fim, a Apassul questiona o valor do royalty sobre a semente, que é mais caro em comparação ao custo de 2% do valor da saca comercializada, definido na venda da produção como indenização pelo uso indevido da tecnologia de soja transgênica desenvolvida pela Monsanto. A situação no Rio Grande do Sul é delicada, já que o Estado está no centro da distribuição de sementes ilegais, lembrou o presidente da Apassul, Narciso Barison Neto. Ele ressaltou que os produtores de sementes não questionam o direito da Monsanto de cobrar royalties, mas observam que a empresa fixou um valor para a semente certificada superior àquele previsto para a soja obtida com o insumo ilegal. (Fuente: Agência Estado, Brasil, 28 de julio) SYNAGENTA AUMENTA FACTURACION POR DEFENSIVOS QUIMICOS O lucro da segunda maior fabricante mundial de defensivos químicos, a Syngenta, aumentou 17% no primeiro semestre. O ganho foi resultado das aquisições que a empresa fez no setor de sementes e das vendas de agroquímicos para combater o fungo da ferrugem asiática da soja no Brasil. As venda aumentaram 19%, para US$ 5,39 bilhões no semestre. A empresa, que não divulga resultados trimestrais, lucrou US$ 912 milhões. A Syngenta está tentando acompanhar a americana Monsanto no desenvolvimento de organismos geneticamente modificados (OGMs). Por isso, adquiriu duas empresas americanas desenvolvedoras de safras transgênicas no ano passado, com o objetivo de ampliar sua participação de mercado na América do Norte, especialmente em soja e milho. O CEO da empresa, Michael Pragnell, disse esperar uma redução da demanda no Brasil durante o segundo semestre, como resultado da seca e do fortalecimento do real frente ao dólar americano. O lucro operacional no semestre aumentou 40%, para US$ 1,24 bilhão. As vendas agroquímicos aumentaram 7% e as de sementes, 62%, para US$ 3,98 bilhões e US$ 1,41 bilhões. (Fuente: Gazeta Mercantil; Brasil, 29 de julio) SEIS NUEVAS VARIEDADES DE SEMILLAS TRANSGÉNICAS EN BRASIL A Monsoy está lançando na safra 2005/06 seis novas cultivares de soja, todas geneticamente modificadas com a tecnologia Roundup Ready. São variedades tolerantes a herbicidas à base de glifosato, desenvolvidas para as diferentes condições de solo e clima do Brasil e com alta performance produtiva. A Monsoy, empresa do grupo Monsanto para a produção e comercialização de sementes certificadas de soja, através das mais modernas técnicas de melhoramento genético e com base em um amplo banco de germoplasma, realiza um importante intercâmbio global de variedades e linhagens. A equipe de pesquisa combina excelência acadêmica, inovação científica e experiência profissional, desenvolvendo variedades capazes de se adaptar às mais diferentes condições de cultivo, gerando diversas soluções para diferentes sistemas de produção. As variedades Monsoy são oferecidas aos agricultores através de uma ampla rede de multiplicadores regionais, que tem seu processo de produção acompanhado por um programa de qualidade no qual as sementes são inspecionadas para que seu potencial genético seja preservado. As informações são da assessoria de imprensa da Monsanto. (Fuente: Agrolink, Brasil, 28 de julio) DETECTAN ROYA DE SOJA EN SALTA (ARGENTINA) El laboratorio de Fitopatología del Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria (INTA) de la localidad de Yuto, provincia de Salta, denunció la presencia de roya de la soja (Phakopsorapachyrhizi), en campos cultivados con esa oleaginosa en la localidad de Tonono, departamento San Martín, Tartagal. La información fue suministrada por el Grupo Granos del INTA Famaillá (Tucumán). Hay dos factores que pueden facilitar la propagación de la enfermedad. Por un lado, las lluvias producidas en la zona que superaron los 1.200 mm y, por otro lado, la baja ocurrencia de heladas puede potenciar la sobrevivencia de la "roya", por lo que se teme que la enfermedad encuentre los caminos que le permiten sobrevivir en plantas de soja espontáneas. (Fuente: La Gazeta, Tucumán, Argentina, 30 de julio) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - PLATAFORMA SOJA - es un boletín electrónico sobre el cultivo de soja en América del Sur, sus impactos sociales, económicos y ambientales, y las iniciativas ciudadanas que buscan estrategias ciudadanas para el control social del agronegocio. El boletín presenta informaciones y reportes cuyos contenidos no necesariamente son compartidos o auspiciados por los editores. El boletín es gratuito, se publica a intervalos aproximadamente quincenales, incluye informaciones en castellano y portugués, y se distribuye por correo-e. Para subscribirse debe enviar un mensaje en blanco a: plataformasoja-subscribe@gruposyahoo.com.ar Estamos interesados en recibir sus informaciones y opiniones; escribanos a: sojaclaes@gmail.com Publicado por CLAES (Centro Latino Americano de Ecología Social) en coordinación con CEBRAC (Centro Brasileiro de Referencia e Apoio Cultural). Editores: Martín Pardo y Eduardo Gudynas (CLAES), Mauricio Galinkin (Cebrac). CLAES - www.agropecuaria.org CEBRAC - www.cebrac.org.br - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -